domingo, 28 de março de 2010

?!

Estamos a metade do 2º semestre do 2º ano do Mestrado Integrado em Psicologia.
O tempo está a passar TÃO depressa que até me assusta.
Se bem que no primeiro ano não era bem assim. Avisaram-me, logo que entrei para a universidade que no inicio iamos todos às aulas, mas lá para o 2º semestre o anfiteatro ia estar com praí 30 pessoas (somos 200). E eu acenava, como se acreditasse nisso mas sempre a pensar "Quer dizer, as pessoas escolheram um curso, e conseguiram entrar, e vão estar a faltar?! Estamos finalmente a estudar coisas que gostamos.". Então, durante o 1º semestre fui a TODAS as aulas...
No segundo semestre, a história foi diferente. "Para que é que vou às aulas? Fico na conversa, ou não ouço o que o prof diz porque outras pessoas estão na conversa. Quando houver exames vou à D. Alice buscar a bibliografia, leio-a na noite anterior e tá optimo". Nesse semestre, não fui a aulas quase nenhumas, deitava-me às 6h da manhã, acordava às 4h da tarde e via séries. Basicamente, era isto.
O primeiro semestre do primeiro ano começou precisamente da mesma forma. Até que me dei de conta da parvoice que estava a fazer. Lutei para ter média suficiente para entrar em Psicologia na UC. E agora nem vou às aulas?! Foi aí que me dei de conta que havia de aproveitar as aulas, o convivio com o pessoal da turma, etc. E assim fiz. Fui a todas as aulas de Raciocinio e Linguagem, pelo menos (a cadeira considerada mais chata, por 99% dos alunos). E "surprise, surprise": Gostei!
No fim do semestre, eramos 7 no anfiteatro para a aula de RL. Sete. Em quase 200. Parece-me que há qualquer coisa de errado nisso. Não?
Pior, ouço pessoas que dizem que não gostam do curso. Se não gostas, porque é que estás a ocupar uma vaga que podia estar preenchida por uma pessoa que queria MESMO estar no teu lugar?
A grande maioria das pessoas do curso andam lá, vão às aulas uma ou duas vezes por mês, ou então vão para estar na conversa, a chatear quem quer ouvir. Se por acaso estás a tirar apontamentos é "Tão aplicadinho! Meu Deus! És mesmo um conas". E se for preciso, pedem, quando estão às rasca, os apontamentos... e ainda ficam todos felizes por ter um 10 numa cadeira ("passei. O resto não interessa"). Pessoa, tenham cuidado que daqui a nada temos que nos inscrevermos no Mestrado, e se não têm média, vão parar num que não gostam! Mas sim, "ainda falta muito". Anyway,
Por isso, pensem mesmo qual é o curso que querem. E quando entrarem, pensem que são uns sortudos por lá estar. Por isso, aproveitem tudo o que vos é oferecido! Pessoal, é altura de se armarem em espertos.

sábado, 6 de março de 2010

"Mouthwash" , Kate Nash

This is my face,
Covered in freckles
With the ocasional spot
And some veins.

This is my body,
Covered in skin,
Not all of it
you can see.

And this is my mind
It goes over and over
The same old lines.

And this is my brain
Its tortuous analitycal thoughts
Make me go insane.

(...)

This is my face
I've got a thousand opinions
And not the time to explain.

And this is my body
And no matter how you try and disable it
Yes, I'll still be here.

And this is my mind,
And although you try to infringe
You cannot confine.

And this is my brain,
And even if you try and hold me back
There's nothing that you can gain.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Je te donne mon Coeur .
Aos 8 anos, o objectivo é os 12.
Aos 12, o objectivo é os 16.
Aos 16, o objectivo é os 18 anos.
Aos 18 anos, o objectivo é os 20.
Aos 20, quer-se é ter 24.
Aos 24, quer-se é voltar aos 20.
Aos 26, quer-se voltar aos 18.
(...)
E dizem-nos sempre que os melhores anos são os que estão para vir.
Então porquê essa vontade de voltar atrás?
Por favor, expliquem-me a lógica.

sábado, 31 de outubro de 2009


No outro dia disseram-me 'ha muito que não escreves' ao que eu respondi 'não estou inspirada. Não encontro inspiração em nada por agora.'. Olham para mim de lado e dizem, com voz calma e devagar 'sobre o amor. É uma fonte de inspiração inesgotável! Qualquer pessoa sabe escrever sobre isso e sai sempre bem'. Fiquei a pensar nisso e no facto de ser tão óbvio para essas pessoas escrever sobre o tema. Mas pergunto-me: o que será, na verdade, O Amor? Como é suposto saber que a pessoa é A Tal? Será que toda a gente encontra o amor durante a sua vida?Haverá apenas uma pessoa destinada para nós? E, se sim, se passarmos por ela sem sequer parar, estamos condenados a ficar sem ninguém? A história das 'almas gémeas' será verdade? Como se sabe que se está apaixonado?
Escrever sobre o amor.
Hoje em dia, a maioria das pessoas qe gosta de escrever, dizem escrever sobre o amor. Parece fácil. Mas s
erá que as pessoas sabem mesmo o que é?

Não percebo. Tantas perguntas às quais não consigo encontrar resposta...
Mas uma coisa é certa : 'Mon âme est avec toi. Prends soin d'elle.'

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Bom dia !

Ouço alguem a abrir a porta do meu quarto. Já é de manhã. É cedo. Quão cedo? Não sei. Não consigo abrir os olhos, de tão cansada que estou. Apenas sinto alguem a envolver-me nos seus braços, fazendo a 'cadeirinha' de que tanto gosto. Haverá melhor maneira de acordar? Sinto-me reconfortada, ao quentinho, segura. Sinto que, pelo menos naquele momento, nada de mal me pode acontecer. E finalmente, desperto.

Sinto que vai ser um bom dia!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Amizade ?

Todos nós, a uma certa altura das nossas vidas, pensamos 'Tenho tantos amigos! Os melhores amigos do mundo!'. Pois bem, noutra altura, damo-nos de conta que afinal nao é bem assim. Os 'amigos' vão e vêm, fazem-nos rir, magoam-nos. São pessoas maravilhosas à nossa frente e por trás...

Ultimamente, depois de sair de uma fase má da minha vida, em que já nem via a sombra de um amigo, apenas fantasmas do passado, dei-me de conta que posso não ter carradas de amigos, como considerava que tinha antes, mas tenho Amigos que se podem contar nos dedos de uma mão (ou de duas, vá). Mas estes, sim. A palavra Amizade ganha todo o sentido quando penso nessas pessoas. Com estes Amigos posso ser eu, sem vergonhas. Posso rir-me da maior estupidez, até as lagrimas escorrerem pela cara abaixo, posso ver um drama e deixar cair umas lágrimas no fim sem me sentir mal por isso (eu sou forte de qualquer maneira!), ou perder o controlo e chorar mesmo. Esses Amigos não precisam de me dizer nada nestes momentos. As palavras seriam desnecessárias e fúteis nestas alturas em que me sinto fraca. Sei que estes Amigos estão sempre presentes para mim (mesmo que essa presença nao seja fisica). Porque muito que às vezes nos irritemos, acaba sempre por um abraço (com um pedido de desculpas implícito).

São poucos. Isso são. Mas esse 'pouco' é porque só os melhores ficam.
Adoro-vos.

domingo, 5 de outubro de 2008

The beginning of something new .

Há já algum tempo que não passava por cá.
Decidi actualizar um bocadinho isto.
Sempre entrei na minha primeira opção: Psicologia, Coimbra :D Depois de tantas dúvidas - 'que universidade escolher? que curso? porquê? será que entro?' - optei pela UC e por Psicologia. Foi, sem dúvida, a melhor opção que poderia ter feito! Amanha começa a minha terceira semana naquela cidade maravilhosa. Começo finalmente a orientar-me na cidade nova, numa casa nova, numa faculdade nova.. é estranho.. mas quem disse que a estranheza era necessariamente algo de mau?!

*

'Coimbra é nossa
Coimbra é nossa
Coimbra é nossa e há de ser
Coimbra é nossa e há de ser
Coimbra é nossa até morrer!'

sábado, 5 de julho de 2008

Dúvidas .


Tenho pensado muitas vezes nas decisões que tomei.. decisões tomadas há muito tempo ou não.


Penso muitas vezes no que poderia ter sido, se em vez de dizer 'não, prefiro não arriscar', tivesse dito 'sim, vamos ver até onde isto vai. Pode ser que corra bem'. Sinto que essas decisões, tomadas demasiado racionalmente, vão deixar para sempre um enorme ponto de interrogação em cima da minha cabeça... que se vai tornando cada vez maior e mais pesado... até o concretizar. Falta-me a coragem. Tenho medo de desiludir, de magoar, de piorar a situação. Não sei. É complicado. Sim, por um lado, estou arrependida de algumas decisões que tomei. Arrependo-me de ser medricas. De ser demasiado racional. Não fui sempre assim... acontecimentos na minha vida fizeram que me tornasse o que sou agora


Não percebo a minha necessidade de me recordar do passado, assim. As decisões tomadas no passado poderão ser modificadas? Feridas do passado podem sarar definitivamente? Podemos voltar a encontrar a felicidade outrora alcançada e hoje em dia perdida? Podemos voltar a ser o que éramos? Haverá outra oportunidade?



Se calhar não percebem o que estou a dizer. Talvez seja melhor assim.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Última etapa (por agora)

3º período.
Estamos a caminhar a correr para o fim mas já ofegantes, mas, mesmo assim, sempre a fixar a meta final. O nosso objectivo.
Falta pouco. Dentro desse pouco está muito. Últimas forças, últimas oportunidades (deste ano, também não vamos dramatizar) para conseguir atingir aquilo que queremos que, para a maior parte de nós, é entrar no curso que se quer e, de preferência, onde queremos. Guardamos esperanças até Setembro. Vão ser os 3 meses mais compridos das nossas vidas. Mas temos que pensar nisso só depois dos exames. Agora, o único objectivo deve ser as melhores notas, e aproveitar ao máximo o tempo com os amigos, a 'vida boa', os momentos que, mais tarde, quando estivermos na universidade, vamos recordar com um suspiro.
É verdade, este período é 'a doer'. Mas a recompensa deste esforço todo espera por nós.