domingo, 10 de fevereiro de 2008

Escrever o nosso próprio destino .

Os jovens de hoje em dia - e quando digo jovens, refiro-me também a mim - têm tendência para deixar tudo para mais tarde. Deixar,de alguma maneira, a vida nas mãos da sorte.

Estando no 12º ano, a pergunta que nos fazem muitas vezes é 'o que queres ser mais tarde?'. Por muito estranho que seja, sabendo que nos encontramos no meio do 2º periodo, a maior parte das respostas é 'não sei'. Muitas vezes pergunto porque é que não têm ainda resposta. A isso respondem-me 'então, mas ainda falta tanto tempo! Tenho mais em que pensar!'. A realidade é outra. O problema é que muitas vezes arrependemo-nos de actos (ou da ausência deles) no passado. 'Se eu soubesse, tinha estudado' é provavelmente a frase que mais vezes se ouve, estando neste último ano da escola secundária. Ano decisivo. Não haja dúvidas.

Porquê deixar-se andar, sem querer pensar no amanhã, quando sabemos que amanhã nos vamos arrepender de não ter feito nada?

Não. Eu não estou a julgar. Eu já estive nesta situação. Deixar-me andar... Até ter, finalmente, consciência que sou eu que escrevo a minha própria história. O meu próprio destino. Mais ninguém. Ninguém consegue ter tudo, sem nada.

Não pretendo dizer que conseguir atingir os objectivos é fácil. Mas será que nao temos mais orgulho quando nos temos que esforçar para obtermos o que queremos? Dizer 'eu passei por aquilo tudo, mas consegui.'? É verdade que há pessoas que têm mais facilidade do que outras - os tais 'sortudos' - durante alguma fase da sua vida, mas a verdade é que a sorte não é segurança de sucesso durante a vida inteira.

Tudo não está ainda escrito. Ainda estás a tempo de mudar as coisas.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Ser e ter tudo ?


Quando eu era pequenina, diziam-me que eu podia ser tudo e mais alguma coisa: uma estrela de cinema, médica, astronauta(...) Há medida que fui crescendo, que fui tomando decisões, parece que o que fora, outrora, um largo leque de opções, se está a fechar cada vez mais. Sinto que, quando tomo uma decisão, algumas portas vão-se fechando, com um barulho ensurdecedor, uma atrás da outra, deixando apenas passar uma luz ténue proveniente das poucas portas que permanecem temporariamente abertas.

A paleta de opções, cheia de cores, que um dia me foi apresentada, agora é de uma única cor.

Dizem-nos que podemos ser e ter tudo. Será que é mesmo verdade?


Photo by: John, from England (trip to N.Y.)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

?


Can you really forgive if you can't forget ?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Enfrentar ou ignorar?

(a imagem não tem nada a ver, mas gosto dela :D )
'No segundo andar da casa dele, ao fundo de um corredor encontrava-se uma porta. Sempre lhe disseram que ele não devia abri-la nunca. Ninguém lhe dizia porquê, mas ele pressentia medo nas vozes de quem o avisava. Talvez teria algum medo. Provavelmente. Sempre o tinham avisado com voz trémula que não devia abrir a porta. Mas, não querendo ficar assombrado com essa porta da sua propria casa a sua vida toda, abriu-a, sem saber o que o poderia esperar do outro lado, e deixou-se ficar à porta, a olhar fixamente para aquilo que estava à sua frente. Olhou para aquilo que nunca tinha olhado. Olhou para a vida. Assim, ELE enfrentou a sua própria vida (ao contrário de todas as outras pessoas que sempre o avisaram, com medo perceptivel na voz, para não abrir a porta).'

terça-feira, 17 de julho de 2007

Sonho .

Ela acorda, ainda na ilusão do sonho que teve na noite passada. Parece tão real. 'Pode-se tornar real se assim o quisermos', pensa ela, com toda a sua inocencia e ingenuidade. À noite, a sua maneira de pensar mudou de novo. Vai-se deitar, com a esperança de conseguir esquecer o dia que passou, procurando, com todas as suas forças , voltar a ter aquele sonho, que faz com que acorde com esperanças que o dia que vem seja melhor do que o anterior, e que a sua utopia se torne, finalmente, real.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Aparências .



Um dia, imaginei-me na pele de outra pessoa. Talvez fosse tudo mais fácil. Acabei por pensar que prefiro ficar eu mesmo, a Jessica. Não me quero esconder nem fazer-me passar por quem sou. Quero ser eu. Quero que me vejam como sou. Quero que vejam os meus defeitos mas que me conheçam de maneira a encontrar também as minhas qualidades.
Não me mostro como sou. Estou a ser sincera e realista. Infelizmente (?) sou assim.
Tenho, segundo algumas pessoas, uma personalidade diferente. Algumas pessoas me caracterizam como ‘estranha’ por ser ter gostos diferentes, por agir de maneira diferente e talvez por pensar de maneira diferente. Será que é mau? Não sei. Não me importo. Sou assim.
Posso aparentar ser uma pessoa dura, irónica, coração de pedra (como me disseram tantas vezes) mas há uma frase, já muito batida, que diz ‘as aparências iludem’.
Tenho tudo a flor da pele, como me disse um homem muito importante para mim. Pode ser bom ou mau. As vezes falo sem pensar. Magoo sem querer.
Sou, digamos que, um bocado rancorosa. Tenho boa memória para certas coisas.
Sou extremamente chata e tenho plena consciência disso.
Não consigo ser querida por muito que tente.
Diz que com a minha maneira de ser surpreendo muitas vezes. Pois, não sei. Parece que não faço de propósito. Há frases e atitudes que me saem disparadas. Não posso evitar.
De manhã acordo sempre mal disposta. Respondo mal para toda a gente. Não é por mal, ‘Há pessoas que não são da manhã. É assim’ – disse-me a minha melhor amiga. Pois este é o meu caso.
Resumindo: Chata, impaciente, mal disposta, irónica, fria, má, diferente, estranha (…) são adjectivos muito usados quando me querem caracterizar. Isto quando as pessoas olham para aquilo que aparento ser e não me tentam conhecer.
Um dia imaginei-me na pele de outra pessoa.
Pensei que tudo fosse mais fácil. Mas depois de me lembrar das pessoas que estão ao meu lado e que gostam de mim como sou… deixo cair a máscara. Com essas pessoas sou eu e sinto-me bem assim. Não me importo com o resto e com o que outras pessoas possam pensar de mim, desde que aqueles que eu adoro, que estão sempre ao meu lado, saibam quem realmente sou.
Algumas pessoas, infelizmente, quando as 'conhecemos' parecem ser tão simpaticas, sinceras, queridas. Parece que se preocupam connosco. Levam-nos a acreditar em certas coisas que nos dizem e a confiar nelas. Depois servem-se daquilo que nós lhes confiamos contra nós. A gozar com a nossa cara. Aproveitam-se de nós. Pela frente são amigos perfeitos e por trás... Eis os chamados 'vira-casacas'. Infelizmente ha muitas pessoas à nossa volta assim. Nem damos por isso. Só passado muito tempo é que nos damos de conta que aquelas pessoas a quem tanto confiamos, que tanto gostamos, não são nada daquilo que aparentavam ser. Claro que depois não podem pedir a quem foi traido de voltar a ter confiança em quer que seja.

(escrito há 2 anos e ainda tão actualizado :x)

Aparências

Um dia, imaginei-me na pele de outra pessoa. Talvez fosse tudo mais fácil. Acabei por pensar que prefiro ficar eu mesmo, a Jessica. Não me quero esconder nem fazer-me passar por quem sou. Quero ser eu. Quero que me vejam como sou. Quero que vejam os meus defeitos mas que me conheçam de maneira a encontrar também as minhas qualidades.
Não me mostro como sou. Estou a ser sincera e realista. Infelizmente (?) sou assim.
Tenho, segundo algumas pessoas, uma personalidade diferente. Algumas pessoas me caracterizam como ‘estranha’ por ser ter gostos diferentes, por agir de maneira diferente e talvez por pensar de maneira diferente. Será que é mau? Não sei. Não me importo. Sou assim.
Posso aparentar ser uma pessoa dura, irónica, coração de pedra (como me disseram tantas vezes) mas há uma frase, já muito batida, que diz ‘as aparências iludem’ (ok, ok, nem sempre).
Tenho tudo a flor da pele, como me disse alguém muito importante para mim. Pode ser bom ou mau. As vezes falo sem pensar. Magoo sem querer.
Sou, digamos que, um bocado rancorosa. Tenho boa memória para certas coisas.
Sou extremamente chata e tenho plena consciência disso.
Não consigo ser querida por muito que tente.
Diz que com a minha maneira de ser surpreendo muitas vezes. Pois, não sei. Parece que não faço de propósito. Há frases e atitudes que me saem disparadas. Não posso evitar.
De manhã acordo sempre mal disposta. Respondo mal para toda a gente. Não é por mal, ‘Há pessoas que não são da manhã. É assim’ – disse-me a minha melhor amiga. Pois este é o meu caso.
Resumindo: Chata, impaciente, mal disposta, irónica, fria, má, diferente, estranha (…) são adjectivos muito usados quando me querem caracterizar. Isto quando as pessoas olham para aquilo que aparento ser e não me tentam conhecer.
Um dia imaginei-me na pele de outra pessoa.
Pensei que tudo fosse mais fácil. Mas depois de me lembrar das pessoas que estão ao meu lado e que gostam de mim como sou… deixo cair a máscara. Com essas pessoas sou eu e sinto-me bem assim. Não me importo com o resto e com o que outras pessoas possam pensar de mim, desde que aqueles que eu adoro, que estão sempre ao meu lado, saibam quem realmente sou.


(março 06)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Um novo começo .





Inicio aqui uma nova etapa.
Sim, talvez seja exagerado, mas como sinto (tantas vezes) a necessidade de escrever, de expressar aquilo que sinto por muito dificil que por veses possa ser. ' Transmitir os nossos pensamentos, sentimos, emoções para o papel, ajuda a libertarmo-nos de um peso desnecessario'.
Não que tenha jeito para escrever, porque realmente nao tenho. Mas faz-me bem.
Aqui escrevo essencialmente para mim.
Deixo o primeiro post decente para amanhã ou outro dia qualquer em que me sinta suficientemente inspirada e com tempo para escrever aqui.